• Anna Morais

Luz, muito prazer

Atualizado: Jun 22

Como não falar de luz quando se fala de fotografia?

Teorias, técnicas e olhares, juntos são os melhores apontamentos para dominar a luz.

Hoje estava observando as postagens de um grupo de fotos no Facebook e vi o quanto precisamos estudar mais a luz... liguei o computador e ali estava um farol ao mar ilustrando a tela de bloqueio do Windows... ahhh! Me distrai e esqueci de "printar", mas ali estava a foto P&B de um um farol no ponto de cruzamento inferior da esquerda, nível do mar alinhado à linha inferior da regra dos terços e a luz seguia em diagonal para direita refletindo no mar.

Simplesmente linda!

Bem composta e performática. Só me restando a memória para descrever sua beleza. A imagem que me deixou extasiada era ainda uma luz ou confirmação para escrever sobre luz.

Fui buscando referências para compartilhar com você e não há como negar que uma foto bem composta balança qualquer coração, não é mesmo?

Plano ✔

Enquadramento ✔

Tema ✔

Cores ✔

Porém,

Luz "marromeno" aí não dá, né?!

Não da para você seguir todo planejamento para uma boa foto se não conseguir enxergar e acertar a luz.

E vamos ser sinceros? Não é fácil!

Para uma boa fotografia é necessário conhecer sua fonte de luz, a origem, tipo, temperatura, cor... é preciso dominar, controlar e capturar a luz.

Sabe como isso reforça a grandiosidade de um fotógrafo?

É simples. A maioria das pessoas podem ver a luz, porém, o que diferencia o fotógrafo dessa grande maioria é sua capacidade de entender e dominar a luz.

Existem inúmeras teorias e técnicas para compreender a luz - e espero falar o máximo delas aqui, mas o melhor exercício é sem dúvida alguma o exercício do olhar - observar cada detalhe das fontes de luz que nos cercam.


Fontes de Luz

Vamos começar falando da nossa fonte de luz maior: o sol. A luz do sol é branca! Resultante da somatória das sete cores do arco-íris: violeta, azul, anil, verde, amarelo, laranja e vermelho, porém, enxergamos o Sol com tonalidades diferentes ao longo do dia por causa da atmosfera que separa as cores.

Sendo mais suave e fria no período da manhã até por volta das nove horas, horário que chamamos de luz de janela, luz de varanda; ou, por volta das onze horas às 14 horas, principalmente, ao meio dia, a luz dura, permite imagens com grandes contrastes.

Ao final da tarde, as luzes do sol precisam atravessar uma porção maior de atmosfera e com mais obstáculos o que a deixa mais quente com tons alaranjados ou mais avermelhados, ainda que o céu fique azul.

Já ao anoitecer o céu perde a luz do sol, ficando bem escuro, às vezes, com pontos de luz (estrelas) e a lua (que reflete a luz do sol). Quando falamos de foto noturna, a luz é o destaque de sua fotografia, os contrastes são fortes, assim, deve-se aproveitar ao máximo as fontes de luz do ambiente para compor sua foto.

Ao início da noite, nos deparamos com um lindo céu mudando de cor, devido ao posicionamento do sol, e assim, o céu vai ficando alaranjado, vermelho e as vezes um degradê vermelho, verde e azul que encanta os olhos... Ah! O Crepúsculo... Quão grandioso é olhar o pôr do sol? Quantos sentimentos e emoções?


Da luz natural caminhamos para fontes de luz artificiais, afinal, nem sempre a luz natural irá dos proporcionar os efeitos desejados e é ela um dos principais elementos para melhorar atmosfera e ambientação da cena captada ; começando do básico: temos elementos que produzem luz fria, neutra e luz quente.


Atualmente, são quatro tipos comuns de fontes de luz artificial: incandescente, fluorescente, LED e strobe.


As lâmpadas incandescentes podem ser subdivididas em comuns e alógenas. As comuns são amareladas, podemos ter como referência aqueles modelos mais antigos; as lâmpadas alógenas partem do mesmo princípio das incandescentes comuns, porém, são acrecidas de gases alógenos, aumentando a eficiência e duração.

Ou as famosas lâmpadas de tungstênio, quentes tanto em temperatura quanto ao toque, e já foram muito usadas em estúdio e em sets de filmagem.


As lâmpadas fluorescentes também se dividem em duas classes, ambas possuem luz fria e com baixa emissão de calor; porém uma, a CFL, é mais compacta e econômica que as fluorescentes comuns.


LED os novos pontinhos iluminados que conquistaram o mundo digital, muito mais econômicas que as luzes fluorescentes e mais utilizadas atualmente, leves, compactos. A luz do LED pode variar de muito estável na temperatura de cor para muito instável, o brilho pode ser variado e alguns modelos têm duas temperaturas de cor.


Os tipos de luzes conhecidos como Strobes, ou flashes, são bem diferentes , a começar poe não ser uma iluminação contínua, ela "explode" para fora por uma pequena fração de segundo. Talvez, um dos tipos mais usados na fotografia still, a iluminação estroboscópica, possui velocidade muito rápida o que impossibilita seu uso para videos e ainda por ser incapaz de prever sua ação.


Além de clarear, a iluminação tem hoje a função de compor um cenário. Na obra "Design da Iluminação", Rodrigo Assis fala sobre a interferência da luz para o ser humano:

A luz exerce importante influência no dia a dia das pessoas. O que elas veem a todo momento, desde a hora em que acordam até quando dormem, com incidência de mais ou menos luz, pode provocar diferentes sentimentos e percepções em relação às diversas situações vivenciadas. Seja artificial ou natural - luz do sol ou da lua, o que o ser humano consegue enxergar é a luz refletida nos diversos objetos que fazem parte do seu cotidiano.
Fonte: Design de Iluminação, por Rodrigo Assis - Temperatura de cor

Depois de entender todo processo de iluminação, planejar sua composição pode se tornar bem mais fácil, criativo e ousado. Procure na luz o seu diferencial.

Confira também: A Luz de Rodrigo Horse












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